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Cientistas conseguem gravar dados no DNA de bactérias vivas

Cientistas conseguem gravar dados no DNA de bactérias vivas

Uma esquipe de pesquisadores da Universidade de Columbia conseguiu finalmente gravar dados no DNA de bactérias vivas, de acordo com um artigo recente publicado na revista Science.

O DNA tem uma enorme densidade, e para se ter uma ideia, dá para gravar 10 filmes digitais em dados em um volume de um único grão de sal.

Neste experimento, para armazenar dados dentro do DNA, eles devem ser convertidos por um sintetizador de DNA de seu formato binário de uns e zeros em código orgânico: combinações das quatro bases da molécula, incluindo adenina, guanina, citosina e timina.

Infelizmente, quanto mais longo for o código, menos preciso se torna o trabalho deste sintetizador. Então como uma solução alternativa, os pesquisadores dividem o código em pedaços. Os sequenciadores de DNA precisam então juntá-los novamente para acessar os dados.

Outro ponto a se destacar é que isso não impede que o DNA se degrade com o tempo, o que significa que o armazenamento de dados não é para sempre.

Como solução para isso, os pesquisadores de Columbia estão tentando descobrir se há uma maneira de impedir a degradação dos dados em organismos vivos. Esses dados não apenas durariam muito mais, mas também poderiam ser transmitidos aos descendentes dos organismos.

Uma equipe liderada por Harris Wang da Columbia tem trabalhado exatamente em gravar dados no DNA de bactérias nos últimos dois anos. Mais recentemente, a equipe conseguiu codificar eletricamente 72 bits de dados para escrever a sequência de letras “Olá, mundo!” em uma população de células bacterianas.

“Este trabalho estabelece uma estrutura de armazenamento de dados digital para biológico direto e avança nossa capacidade de troca de informações entre entidades baseadas em silício e carbono”, escreve a equipe em seu artigo publicado esta semana na revista Nature Chemical Biology.

Desnecessário dizer que, apesar da incrível façanha, não são muitos dados gravados.

“Não vamos competir com os atuais sistemas de armazenamento de memória”, disse Wang à Science.

Há também um grande desafio: A equipe também terá que descobrir uma maneira de os dados sobreviverem a mutações e replicações do DNA da bactéria.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
CiênciaTecnologia
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