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Percy Jackson e os Olimpianos – Temporada 1 | Crítica: Faltou ritmo

Percy Jackson

Como um fã que acompanhou Percy Jackson lá no começo, a série da Disney+ com participação de Rick Riordan me deixou muito empolgado e ansioso para ver uma adaptação fiel da obra original.

No entanto, por mais que tenham modificado alguns momentos e conseguido transpor as principais narrativas para dentro do seriado, infelizmente a série parece ter uma falta de tempero que incomodou bastante durante a sua exibição.

Pequenas confusões em Percy Jackson

Antes que me xinguem, eu não reclamo em nada dos atores de Percy Jackson e os Olimpianos – fator que eu acredito ter sido o maior acerto da produção. Eles não representaram um problema e trouxeram suas próprias forças aos personagens, o que foi incrível e também promissor.

Minha maior reclamação sobre o conteúdo é em sua falta de ritmo e uma edição que mais atrapalhou do que ajudou a contar a história. Os cortes semelhantes ao que era visto nos capítulos do livro traziam confusão na narrativa, acontecendo muitas vezes sem a menor cerimônia e apresentando os seus elementos seguintes sem revelar como se chegou até ali.

Este tipo de cortes funciona muito bem no universo literário, mas o nome “adaptação” não está ali à toa, sabe? Muito tem de ser reformulado para que funcione também na TV ou cinemas e não foi isso que senti ao ver os episódios. Me deixou frustrado estar acompanhando um trecho e subitamente ver um corte de supetão para te jogar em outro lugar, sem maiores explicações ou formando qualquer conexão.

O problema de ritmo acaba justamente na falta de ação nos episódios de Percy Jackson e os Olimpianos. Ela começa bem, mas parece demorar uma eternidade para desenrolar e trazer um pouco de emoções fortes ao público. Medusa e Equidna foram incríveis, mas depois disso o restante não causa o mesmo impacto ou algo maior.

Quer um exemplo disso? O embate entre o protagonista e Ares, o deus da guerra. Os movimentos e o flashback foram bem legais, por exemplo. A conclusão do embate deles, no entanto, não. Para um “último chefão”, esta batalha se mostrou extremamente veloz, sem emoção e com um desfecho que acaba sendo até “inocente” em relação ao peso que deveria ter.

Derrapa, mas também acerta

Já os acertos de Percy Jackson e os Olimpianos, além do elenco, também incluem a sua trilha-sonora, efeitos visuais e o respeito à mitologia que eles trazem. Não tem nem comparação aos filmes que vieram nos anos 2010. Houve um mega investimento da Disney e isso se reflete em todos estes fatores.

Ainda que seja apenas uma parcela da história, como conteúdo ainda não conseguiu se mostrar e recomendo que vá assistir sem esperar muita coisa em relação ao que será apresentado. O Acampamento Meio-Sangue, por exemplo, mal é mostrado e deixa as pessoas esperando por uma profundidade maior de um dos locais que são equiparados até a Hogwarts no conjunto de obras teen.

Com uma segunda temporada em produção, eu espero sinceramente que tragam Walker Scobell, Leah Sava Jeffries e Aryan Simhadri em um ambiente mais favorável e que traga uma afeição maior ao público. Annabeth e Grover têm seus momentos, mas mereciam brilhar bem mais em Percy Jackson e os Olimpianos.

Em conclusão, sendo bem honesto, é melhor que o filme e recomendo que assista caso já seja um fã da franquia. Caso não conheça bem e busque a produção, não espere muito e não se deixe abater pela confusão que alguns cortes tragam – as coisas tendem a melhorar, ao menos é nisso que se acredita.

Todos os oito episódios de Percy Jackson e os Olimpianos está disponível na Disney+. Veja mais em Críticas de Séries!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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