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Kingdoms Reborn é uma mistura de ótimos games de gerenciamento

A satisfação de encontrar um título que mescla excelentes mecânicas

Kingdoms Reborn, uma mistura de ótimos games de gerenciamento

Jogos de criação e desenvolvimento de cidade ou reinados como Kingdoms Reborn sempre traz uma satisfação única para quem gosta do gênero. Não dá para explicar bem o que nos faz gostar tanto desse tipo de game. Talvez a construção, passo a passo, de um ecossistema que mais tarde tem vida própria e exala prosperidade. Talvez a variedade de técnicas e liberdade que você tem ao montar o seu reinado. Talvez “brincar de deus”.

A verdade é que jogos assim tem um senso de progressão maravilhoso, e o resultado certamente é muito gratificante. As horas que você dedicou para criar aquele mundo sempre valeram a pena. Especialmente se você acaba se tornando detalhista. Kingdoms Reborn traz toda essa felicidade e calmaria de um simulador de cidades, e ainda mais.

Porque Kingdoms Reborn provavelmente se tornará referência no gênero

Este é um game que parece simples, mas tem muito conteúdo a oferecer. Desenvolvido pela Earthshine, ele segue a linha de títulos como Banished e traz uma grande inspiração de um game supremo: RimWorld. Até a trilha sonora dele é também criada por Alistair Lindsay, um gênio das músicas de games, veterano da indústria que trabalhou inclusive na consagrada série RollerCoaster Tycoon.

A premissa é bem direta: você é um rei e precisa fazer o seu reinado em um continente. Para isso, conta com uma pequena vila inicial e pessoas para trabalhar em prol da prosperidade.

Tudo começa com a geração de um mundo aleatório, em que você seleciona onde vai começar. Importante etapa, já que é necessário ter em mente que é preciso extrair e desenvolver recursos para conseguir riqueza, alimentação e a sobrevivência das pessoas do seu reino.

Kingdoms Reborn, uma mistura de ótimos games de gerenciamento

Há áreas mais amigável e menos amigáveis. Ou seja, você pode começar em um deserto ou em uma floresta frutífera cheia de animais, frutos, rios ou mar cheios de peixes em volta. Além de existir locais específicos para coleta de carvão, pedra, produções destinadas a tinta ou cannabis, por exemplo.

Dando início a sua cidade, é preciso desenvolver casas para os habitantes e locais para que a engrenagem comece a rodar. E o interessante neste game é que as coisas funcionam em rodadas por tempo, em que cartas são oferecidas ao jogador.

Ou seja, você compra cartas com ouro que equivalem a uma construção. Pode ser um caçador, um lenhador, serralheiro, pescador, carvoaria, ranchos, escritórios e muito mais.

Apesar de o game ainda estar em fase de acesso antecipado, há muito conteúdo disponível para explorar e criar na sua cidade – o que torna este game extremamente cativante desde já.

Cheguei a jogar algumas vezes para testar as possibilidades que ele oferece, e há muita coisa para fazer. Além de gerenciar toda a produção, você pode construir recursos para colocar em comércio. Ou seja, se sua cidade produz, por exemplo, muito peixe e muitos móveis, você pode vender a produção excedente e comprar algo que falte em sua cidade. Seja recursos brutos como madeira, pedra, tijolos, ou pequenos luxos para a sua população.

A variedade é imensa, e você pode construir diversos tipos de construções e até mesmo aprimorá-las durante o jogo para que tenham mais eficiência. E além das cartas de construções, há também cartas de bônus, as quais você pode aprimorar a produção de construções, ganhar descontos, mais ouro ou até mesmo novas sementes para criar plantações.

A variedade de alimentos, por exemplo, que você pode produzir, é bem vasta: frutas podem ser coletadas das árvores, animais podem ser caçados, mel pode ser produzido, cogumelos, peixes.

Toda a dinâmica do game flui extremamente bem, e cada construção tem sua importância no ecossistema do seu reinado. O que gera uma imensa satisfação para quem curte esse tipo de game. Você consegue ver todo mundo trabalhando e seguindo seu rumo. O cortador de árvores, o ferreiro, o padeiro, os moinhos e todas as construções funcionando a todo vapor.

Talvez o maior problema em Kingdoms Reborn esteja na Inteligência Artificial. A medida que sua cidade cresce, as pessoas começam a trabalhar em um e outro serviço automaticamente. Só que nem sempre eles trabalham em locais apropriados ou que você precisa no momento. Eventualmente, você entende essa “burrice” e acaba dominando as maneiras de priorizar os trabalhos. O que pode ser um pouco difícil no início, mas dá para entender bem e fazer as coisas fluírem depois que você aprender como.

Há também uma árvore de tecnologias para pesquisar e destravar – o que dá novos bônus, construções e rumos para o seu reinado se desenvolver.

Outras cidades existem também no jogo, ao mesmo tempo em que a sua. E a relação com elas pode se tornar amigável e até de aliança. Isso inclui comércio e presentes em ouro, por exemplo. É possível também transformar uma cidade em “vassala” sua. Ou seja, você a conquista com pontos de influência. Neste aspecto, você chega a receber receita de impostos deles, mas a cidade em si cresce e se gerencia sozinha.

Há muitos aspectos para apontar neste jogo, e praticamente todos eles são muito legais. E mais legal ainda é descobrir à sua maneira de jogar cada elemento que o game oferece. Com certeza, mesmo em acesso antecipado, este é um game obrigatório para os amantes de jogos de gerenciamento!

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