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Watch Dogs: Legion | Review: nós e uma legião de hackers contra o fascismo

Desta vez, tomamos as ruas de Londres em um futuro distópico, que está belamente recriada neste game de ação em mundo aberto

Watch Dogs: Legion - nós e uma legião de hackers contra o fascismo

Se nos outros games da série controlávamos um personagem de um pequeno grupo, é hora de comandar uma legião de hackers. Watch Dogs: Legion é o mais novo game tecnológico de hackers da Ubisoft, que coloca você no gerenciamento e ação de um grupo que quer derrubar um sistema totalitário.

Desta vez, tomamos as ruas de Londres em um futuro distópico, que está belamente recriada neste game de ação em mundo aberto. Há todos os pontos turísticos ali. Mas alguns locais foram isolados e comandados pelo exército, chamado ali de “Albion”, ou pelos membros de gangue do “Clã Kelly”.

Isso porque no início do game, um desastre ocorre, devido aos planos de um cara misterioso chamado “Zero Day”.

Então, com o caos, vem a renovação. Ao menos é isso que o personagem prega.

Todo mundo contra o fascismo

Além do belo mundo aberto, o grande trunfo de Watch Dogs: Legion está em uma nova maneira de ver os NPCs (Personagens não Jogáveis). Que, no caso, aqui, não são mais NPCs, são sim jogáveis.

Você pode recrutar qualquer pessoa para o seu grupo e completar as missões com essa pessoa.

E isso faz com que praticamente todas as pessoas estejam sujeitas a lutar contra o fascismo e o totalitarismo. Especialmente porque vemos uma quantidade enorme de imigrantes em meio à população — exatamente como consiste o povo da grande maioria dos países nos dias atuais.

Cada um tem habilidades específicas e maneiras de lutar corpo a corpo, carregar armas, usar habilidades tecnológicas, hackear drones, levar menos dano e assim por diante. Isso torna tudo mais dinâmico, levando em conta que você pode variar de personagens quando quiser para completar uma ou outra missão.

Por exemplo, se você precisa chegar ao alto de um prédio, nada como usar um operário com seu enorme drone de carga para leva-lo até lá.

Quer entrar em um prédio detonando tudo na porrada e tiros? Use um matador profissional. Quer entrar na base da furtividade? Um espião é a escolha mais certeira.

Em geral, o gameplay de Watch Dogs: Legion segue a mesma linha que Watch Dogs 2. Ou seja, há a direção de carros e motos pela cidade, invasões, hacks, desativação de sistemas de segurança, exploração com drones e robôs, etc.

Acontece que isso tudo é muito divertido, e neste título em específico, a sensação é de que realmente estamos em um videogame, no melhor e mais clássico sentido da palavra.

Ou seja, há uma medida certa de ação, habilidade, quebra-cabeças e variedade de coisas para fazer. Mesmo que, de certa forma ou outra, as ações ou fases tenham uma certa repetição, sempre tem algum elemento diferente, novo ali. Ou, que seja, mesmo que repita, é divertido e ponto final.

Há diferentes tipos de missões para explorar. Desde salvar combatentes, sabotar servidores, roubar veículos, roubar dados, controlar drones, correr de carro, desligar servidores, explorar as entranhas de uma empresa de tecnologia em busca de arquivos ocultos, encontrar evidências de atos obscuros, e muito mais.

Todas essas variedades se estendem não só nas missões principais, mas também em missões para liberar distritos (que dão bônus como agentes habilidosos), e na hora de recrutar novos agentes para o seu grupo. Para cada agente a ser recrutado, você cumpre uma ou duas missões para ajudar aquela pessoa.

É muito legal ver algum NPC que você curte na rua, analisar suas habilidades e simplesmente ajudar eles cumprindo missões aleatórias para que façam parte do grupo.

Mesmo porque cada um deles tem armas específicas e habilidades interessantes que podem te ajudar em uma ou outra tarefa a ser realizada. Um guarda da Albion, por exemplo, pode se infiltrar em ambientes militares guardados. Um matador pode eliminar inimigos rapidamente, um bandido pode ter acesso a armas poderosas, e assim por diante.

Além disso, essas pessoas têm conexões com as outras. São pais, filhos, irmãos, ex-namorados. E nada mais divertido do que acabar com um império fascista usando uma vovó hacker como personagem.

Cada agente pode equipar duas armas, sendo que as padrões são de choque, não letais, e mais uma habilidade especial. Tanto armas não letais quanto habilidades podem ser destravadas com pontos de tecnologia – os quais são coletados durante as missões ou em pontos diversificados do mapa.

Isso gera ainda mais dinâmica no game, pois há habilidades ativas como granadas PEM e de choque, robôs-aranhas, socos poderosos para desacordar inimigos, camuflagem, ou as que funcionam para todos da Legião: hacks de drones, torres dos mais diversos tipos, levar menos dano, ter acesso a mais perfis de recrutamento.

Na rua, por exemplo, vemos diversos carros futuristas automáticos e drones voando por toda parte. Nada impede de você hackear drones para explorar os arredores, assim como câmeras, antes de entrar em uma missão. Ou até mesmo usar drones para distrair ou atacar inimigos.

Há também drones inimigos letais, que soltam granadas, atiram, e que com a habilidade certa, você pode desativá-los, invadi-los ou até fazê-los atacarem seus próprios aliados.

As missões oferecem bastante desafio e com diferentes dificuldades, com vários tipos de inimigos, ameaças com drones ou até mesmo na hora de resolver quebra-cabeças e descobrir como chega em tal lugar. E quando chega, como passar pelo nível de criptografia resolvendo pequenos minigames ao explorar com drones ou concluindo desvios de rede.

Diversão de sobra em um game com diversos tipos de gameplay

Trata-se de um game que não revoluciona o gameplay, nem o mundo aberto, mas que oferece uma gama muito grande de diversão na jogabilidade, nos mais diversos tipos de dinâmica de gameplay.

E isso faz com que seja um game realmente interessante de se apreciar.

Há alguns bugs e problemas em meio a todo esse mar de missões, pessoas, carros e tecnologia. Em uma das missões, por exemplo, tivemos o progresso travado na hora de apresentar o objetivo onde devemos ir. Não acontecia nada, e o progresso parou. No entanto, reiniciar o game do último checkpoint resolveu o problema.

Outros problemas estão nas vozes dos personagens. Apesar de ser variado, com os mais diversos sotaques, algumas dá para ouvir que são as mesmas, com algumas mudanças. E outras são simplesmente forçadas.

No caso, jogamos aqui na versão em inglês, especialmente para ouvir os sotaques. Mas esses mesmos problemas acontecem também na versão dublada, apesar da dublagem ser boa.

A história também discorre de uma forma interessante, e direciona para um viés político. Basicamente antifascista. Onde vemos um grupo paramilitar tentando dominar as ruas, aliados a gangues macabras e envolvidos em coleta de órgãos, construção de drones armados, subjugação e prisão de imigrantes, lavagem cerebral ou diversas outras atividades perigosas.

A narrativa se passa em cinco sub-campanhas, com diferentes vilões para cada uma delas, sendo eles: Zero Day, Blume, Clã Kelley, Albion, e SIRS. Elas se interconectam e formam uma história maior.

Há momentos inclusive que você precisar fazer decisões morais. Apesar de não mudar de fato o rumo da história, é legal ter essa possibilidade aberta na hora de jogar. Você se sente mais próximo da história e dos personagens.

O jogador, porém, nem precisa se prender à história para se divertir. Na verdade, você pode criar um jogo da sua maneira. Pode montar a sua resistência como quiser, com quem quiser.

São 45 agentes que você pode recrutar e fazer um grupo.

E com eles detonar policiais corruptos, organizações criminosas, hackear quase tudo que houver de tecnologia na sua frente e, principalmente, passear pela maravilhosa Londres futurista.

Dá para tocar o caos em tudo, ficar recrutando novos agentes, explorar Londres, coletar pontos de tecnologia e cumprir as missões da história apenas quando quiser.

A conclusão sobre Watch Dogs: Legion

Watch Dogs: Legion é mais tecnológico, mais bonito, mais atrativo e mais interessante do que ambos os seus antecessores. Seja nos gráficos, na história, ou no design do gameplay como um todo.

Os sistemas de gameplay, mesmo que parecerem repetitivos em algum momento, prendem o jogador – pois é sempre gratificante ter várias opções para completar missões. Ou simplesmente escolher com quem realizar essas missões.

Formar a sua legião, explorar a cidade, ter centenas de minigames com drones, veículos e pessoas dos mais diversos tipos nas mãos, em um mundo virtual e belamente construído é certamente um deleite.

Veja mais sobre games!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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