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Star Trek: Strange New Worlds – Episódio 2 | Crítica

Star Trek

Esta semana serviu para firmar o que Star Trek: Strange New Worlds terá de melhor: os conflitos que temos, tanto com os demais quanto os internos. Apesar de um senso de urgência maior e um conflito iminente que deixará os fãs sem reação por uma dezena de minutos de tela, a leveza não foi abandonada e continuamos a viajar por toda a galáxia com um pouco mais de esperança.

Neste episódio o foco escapa um pouco dos dilemas do Capitão Pike e entramos um pouco mais na vida dos demais membros da tripulação. Apesar de termos mais de Na’an e Spock, que voltam a brilhar em tela e mostrar que terão um papel de extrema importância na série, o principal destaque acaba ficando nas mãos da cadete Uhura.

Todos os diálogos e indecisão da jovem integrante da academia são colocados em tela, em total contraste com a sua figura imponente no futuro. Não entendam errado, ela continua sendo genial na linguística e está focada em suas novas tarefas. Porém, quando uma missão especial surge em seu caminho, tudo isso será colocado à prova e ela começa a questionar suas próprias motivações no decorrer do capítulo.

Os dilemas do Capitão Pike são colocados de lado

A sua fé em Star Trek

Neste episódio de Star Trek: Strange New Worlds temos um verdadeiro questionamento de fé. Enquanto o futuro de Pike está definido, qual ele mantém afirmado que não tem como alterar, o de vários outros está incerto e cheio de questões. Tudo isso se impacta na passagem de um cometa, cuja trajetória impactará um planeta desértico e causará a sua destruição em 48h.

As coisas ficam ainda mais complexas quando há uma outra espécie alienígena na jogada e o tal cometa possui um escudo próprio. Ou seja, atirar nele não fará efeito algum, assim como negociar com esta outra espécie pode ser bem frustrante para o capitão e toda a equipe. Sendo movidos pelo objetivo de salvar toda a vida que está no planeta, um plano é formado, mas as chances de tudo dar certo são baixas.

Vou evitar spoilers sobre o final, até porque a solução inteira do caso varia de acordo com a compreensão de cada pessoa. O que, para mim, significou algo, tenho a certeza que para vocês pode soar de outra forma. Porém, foi justamente nisso que acabei me cativando ainda mais no conteúdo que foi apresentado. Sendo bem sincero, eu ando odiando séries e filmes que entregam tudo de mão beijada, sem deixar chegarmos nas nossas próprias conclusões.

Uma das melhores cenas do episódio é um grande churrascão

Tudo é definido como bom ou ruim, certo ou errado, esperado ou impossível. Vamos citar a própria franquia Star Trek, que cresceu bastante nos últimos anos. Na trilogia de filmes do J.J. Abrams, nada ficava “no ar”. As quatro temporadas da série Discovery também foram bem diretas ao ponto. Por mais que os vilões e ameaças tivessem suas intenções, era bem claro quem devia ser confrontado. Em Strange New Worlds, pelo visto, a banda vai tocar outra música.

Se o primeiro episódio o tema principal era seguir em frente, por mais que seus traumas o impedissem de dar o passo inicial, neste o tema é “o que você enxerga em seu próprio futuro?”. Temos vontades, planos, ideias e isso realmente será todas as cartas que carregamos em nossa manga ou há muito mais coisas que definam o “amanhã”? Bom, deixarei para o segundo capítulo e a sua noção responderem.

Uhura ganha os holofotes no segundo episódio

Pequenos detalhes, grandes impactos

Há alguns detalhes que gostaria de dividir com vocês, quais acho imprescindíveis para acompanhar o novo seriado da Paramount+. O primeiro é que, aparentemente, teremos uma história isolada por semana. Por mais que tenhamos uma evolução dos personagens e suas relações, não me soa que aparecerá um grande mal ou algum evento que moverá um arco inteiro para a saga da tripulação. Isso pode ser bom ou ruim, dependendo da sua intenção.

Este desprendimento acaba se tornando mais suave se considerarmos que toda a solução será apresentada no decorrer do mesmo capítulo. Ou seja, se assistir esta semana, não estará de forma alguma acorrentado à sua sequência. O que dá o peso inteiro e a vontade para você manter o bumbum no sofá ou cama para assistir são os personagens e sua evolução gradual a cada semana. Em relação a isso, o aprofundamento é fantástico.

Qual sua intenção em relação ao universo Star Trek?

Assistirei facilmente uma temporada inteira assim, porém me pergunto se realmente teremos um progresso na história geral da franquia. Como parte de um novo “universo compartilhado”, obviamente os fãs desejam ter mais informações sobre o que acontece na galáxia durante aqueles períodos e talvez até alguns crossovers. A Paramount+ já garantiu um Ano 2, então será que até lá vão equilibrar as coisas ou manterão Star Trek: Strange New Worlds realmente alheio? Particularmente falando, não vejo problema algum, mas acredito que algumas pessoas vão torcer o nariz por isso.

E um comentário à parte de tudo, meus caros leitores, a narração inicial e clássica da série arrepia até a alma. Me sinto assistindo ao seriado original, que já carrega o mesmo espírito, mas traz aquele fator que cativará muitos em todo o planeta. Se você já foi um apaixonado pela Frota Estelar e largou sua viagem por algum motivo, é impossível não retornar ao ver a cena de abertura. Ouso dizer que nenhum fã de verdade sequer ousaria pular. Aí pergunto: se você executa esse comando, será que realmente está pronto para audaciosamente ir onde homem algum jamais esteve?

Star Trek: Strange New Worlds está sendo exibido através da Paramount+, todas as sextas-feiras a partir das 5h. Veja mais em Críticas de Séries!

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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VALTER
VALTER
12 dias atrás

Concordo com a explanação dos episódios, mas há um ponto de crítica. O topete do capitão está exagerado

Edmar Venâncio Costa
Edmar Venâncio Costa
12 dias atrás

Jornada nas estrelas é o melhor filme que já assisti em toda minha vida( principalmente a primeira geração clássica.) tão espetacular, impactante que que sobrevive até hoje, mesmo com todas as inovações surgidas ao longo do tempo. Tornou-se atemporal . Gene Rondenberry foi um gênio raro, futurista incomparável, pouco reconhecido na minha humilde opinião! Assistir a primeira geração até alivia substancialmente os meus raros momentos de angústia! Me vejo, me sinto dentro daquela indescritível nave, viajo com eles! PONTUEI!!!