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Como o capitalismo deu certo para a Amazon, que criou uma nova maneira de escravidão

Há algumas pessoas as quais dizem que o capitalismo deu certo. Se deu certo, seria para quem?

Deu certo para gente como Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo e dono da Amazon, que de acordo com um de seus ex-funcionários, pratica a escravidão.

Segundo o vídeo publicado por este homem como uma denúncia anônima, que foi operador de um dos centros de atendimento telefônico da Amazon, a empresa coleta todo tipo de informação do funcionário e, caso ultrapasse um determinado limite, usa isso contra eles.

Um dos exemplos citados é que todas as pausas no trabalho feitas pelos empregados, por exemplo, são contabilizadas.

Quanto tempo cada um deles vai ao banheiro? Se este tempo ultrapassa um minuto e meio, isso é descontado depois no pagamento.

Ele também cita que atendeu, no dia de Natal, um motorista da empresa que foi demitido justamente no Natal – e ligou dizendo que estava aborrecido por isso, pois passava o feriado com seus filhos e família, e recebeu uma carta anunciando a demissão.

Isso porque esse tipo de coisa não é mais feito por humanos. Tudo é automático.

Quando suas estatísticas não estão boas, e seu desempenho é julgado como “ruim”, a Inteligência Artificial da Amazon gera uma carta de demissão e envia, automaticamente, cortando o empregado da empresa.

Portanto, muitas pessoas foram demitidas no Natal.

O vídeo então corta para a parte em que Jeff Bezos fala:

“Eu estou muito orgulhoso da cultura que temos na Amazon”.

O que ele faz, segundo a argumentação deste ex-empregado, é que Bezos cria uma espécie de escravidão moderna. O que ele não consegue fazer com robôs, usa trabalhadores temporários – e usa a argumentação que em 10 anos esse tipo de emprego nem existirá, pois robôs o desempenharão.

Na realidade, a Amazon cria uma segunda classe de cidadãos, que são extremamente mal pagos e compram apenas na Amazon e no Wal-Mart, onde as coisas são mais baratas.

Com isso, Bezos também está criando uma companhia de seguros e a Amazon terá uma marca de alimentos.

A intenção, no modelo de negócio deles, portanto, é manter seus funcionários pobres, pois com o pouco de dinheiro que eles recebem – abastecem a própria corporação onde trabalham.

O vídeo completo você confere abaixo.

A Amazon e seu modelo empregatício: manter seus funcionários pobres para ganhar dinheiro com o pouco que eles ganham

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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