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Especial Road Rash: um clássico que mistura motos e pancadaria

Pancadaria, aceleradas e derrapadas

Road Rash. Este nome remete certamente aos tempos clássicos dos consoles. O jogo, que traz corridas e combates unidos, inovou completamente no quesito corrida em 1991, quando o primeiro título foi lançado para o Mega-Drive.

A Electronic Arts, produtora do jogo, logo depois que percebeu que o game fazia um sucesso considerável, adaptou o título para outros consoles, passando pelo Atari, Commodore, Master System, Game Boy, Game Gear, 3DO, Sega-CD, PlayStation, Sega Saturn, PC, Gameboy Color e finalmente o Nintendo 64, que é onde a série parou de ser produzida.

O diferencial do jogo é o fato de poder descer o braço nos oponentes, ou seja, os jogadores utilizam os punhos e posteriormente, armas para acabar com os adversários durante os rachas de rua. Road Rash também foi um dos primeiros a inserir tráfego nos jogos, em que os veículos deveriam desviar de outros que transitavam na estrada. Além disso, a série também inseriu objetos e animais nos percursos, feitos para atrapalhar os jogadores.

A mecânica do game funciona de forma simples. O objetivo é chegar entre os três primeiros lugares, para poder se classificar e passar para rankings maiores. Com isso, motos mais rápidas e pistas mais compridas são liberadas e aumentam a dificuldade do game.

Nas primeiras versões, havia apenas motos de modelos esporte, enquanto nas versões mais “recentes”, há também outros modelos de moto, puxando para os estilos Harley Davison. Tirando o fato de ser possível adquirir armas para detonar os oponentes, que incluem pés-de-cabra, cacetetes, correntes e nunchakus. Ao longo da evolução da série, mais armas foram inseridas, chegando até a martelos ou ripas.

Durante a jogabilidade, como os combates eram frequentes, os tombos consequentemente também eram. E como o jogo não dá pano pra manga, quando o piloto leva uma capotada, ele mesmo é quem deve correr até a sua moto e pegá-la para seguir a corrida. Portanto, quanto maior o tombo, maior a corrida. Isso, nas primeiras versões do game, já que a partir da versão “3D” para PlayStation, esse processo é automático. E tome todo o cuidado! Road Rash apresentou pela primeira vez nos games perseguições policiais. Isso significa que quando você menos espera, um policial chegará ao seu encalço e pedirá para encostar. Se não for atendido (claro que ele não será atendido), o oficial não exitará em calçar o cassetete em sua cabeça. E uma vez caído ao chão com a polícia por perto, é prisão na certa.

Outro fato que é característico na série é a trilha sonora, que sempre se manteve forte, assim como quase todos os jogos da Electronic Arts (sem puxar sardinha, mas é a verdade). Desde os anos 90, os jogos Road Rash contam com uma trilha puxada para o Rock’n Roll. A versão original para Mega-Drive (sendo Road Rash 1 e 2) foi composta por Rob Hubbard, que também criou a trilha de jogos como Populous e Desert Strike. Já nos jogos evoluídos da série, versões para 3DO em diante, a série deu início a lançar trilhas sonoras realmente de CD’s e bandas de rock, que incluem grupos como Soundgarden, Therapy?, Hammerbox e Monster Magnet, entre outros. Na verdade, serviu um pouco também como divulgação para essas bandas, mais ou menos (claro, em enorme menor escala) do que os jogos fazem hoje em dia.

A verdade é que muitos fãs ainda esperam ansiosos por um novo título da série, que por alguma razão ainda desconhecida, foi “esquecida” pela Electronic Arts. Mas, não custa torcer.

Conheça um pouco de cada jogo desta série “pedreira” que é Road Rash

Road Rash (1991)

Plataformas: Mega Drive, Atari, Commodore Amiga, Master System, Gameboy, GameGear, 3DO, PC, Sega CD, PlayStation, Saturn e Gameboy Color.

 

O primeiro título da série traz gráficos em 2D e se passa na Califórnia. Com 8 motos diferentes ao longo do jogo, foi introduzido pela primeira vez nos games os combates em cima de motos. Havia a possibilidade de duas pessoas jogarem, mas sendo uma de cada vez.

Road Rash II (1992)

Plataforma: Mega-Drive

 

O segundo jogo foi totalmente baseado na engine do primeiro, porém, se passa nos estados do Alaska, Hawaii, Tenesse, Arizone e Vermont. Alguns modos de jogo foram inseridos e era então possível jogar em tela dividida com outro jogador.

Road Rash III: Tour de Force (1995)

Plataforma: Mega-Drive

 

Já no terceiro game da série, com os gráficos um pouquinho melhorados, as corridas se passam em diversos países, como Quênia, Austrália, Itália, Alemanha e também incluindo o Brasil. Além disso, 15 motos são disponibilizadas, variando de classes, assim como também 8 armas diferentes que permitem ao jogador segurar elas até que comece a jogar novamente, o que não ocorria nos outros títulos.

Road Rash (1994)

Plataforma: 3DO e PC

 

Neste título para 3DO e PC, os gráficos já eram bem melhorados, e além disso, foram inseridos vídeos no jogo, que continham conteúdo engraçado ou sarcástico, como os famosos “Busted”. Seguindo a mesma linha do início da série, as corridas se passam na Califórnia. O destaque do game fica também para a trilha sonora, que apresentou pela primeira vez bandas variadas como parte.

Road Rash 3D (1998)

Plataforma: PlayStation

A versão para PlayStation mudou completamente a série, trazendo gráficos totalmente em 3D, diversas armas, duas classes diferentes de motos e a possibilidade de dar três tipos de golpes, dois com a arma e o chute. Além disso, o título já conta com uma trilha sonora muito bem trabalhada.

Road Rash 64 (1999)

Plataforma: Nintendo 64

A versão do N64 do jogo foi focada mais nos combates, e não foi feita pela Electronic Arts, mas sim pela THQ. Com isso, o título continha poucos polígonos e gráficos ruins para o console, na época, mas foi uma decisão tomada para que houvessem bastante objetos e pedestres na pista sem que o jogo tivesse sua taxa de quadros por segundo reduzida. Mas é possível ainda melhorar um pouco o gráfico usando o “Expansion Pack” do Nintendo 64.

*Texto originalmente publicado na Revista EGW.

Leia também:

ROAD REDEMPTION É O JOGO QUE OS FÃS DE ROAD RASH ESPERAVAM HÁ DÉCADAS

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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