Nerdizmo

Aqueles Que Me Desejam a Morte | Crítica: Festival de clichês

Um filme com ótimo potencial, mas que escorrega com um roteiro fraco

Aqueles Que Me Desejam a Morte: Festival de clichês desperdiça ótimo elenco

Aqueles Que Me Desejam a Morte (Those Who Wish Me Dead) é o novo filme estrelado por Angelina Jolie, que estava um pouco sumida do cinema e retornou junto de um excelente elenco – neste que é filme adaptado do livro homônimo escrito por Michael Koryta.

À primeira vista a gente se atrai pelo filme, especialmente pelos atores (além de Jolie, Jon Bernthal, Aidan Gillen, Nicholas Hoult, Jake Weber e até o astro mirim Finn Little estão ótimos), assim como pela história – que acompanha uma mulher que faz parte do corpo de bombeiros de uma cidade do interior, incumbida de proteger a floresta de incêndios.

O desenvolvimento dos personagens é interessante. Temos a mulher, traumatizada por um evento ocorrido no último ano que causou fatalidades, e uma trama que gira em torno de um mistério que envolve pessoas poderosas.

De início, não temos noção do que se trata. Apenas acompanhamos uma dupla de matadores de um lado, um pai e um filho de outro, e por fim um grupo de pessoas quer cuidam da floresta e oferecem cursos de sobrevivência de outro lado.

As circunstâncias acabam juntando todos esses personagens. E é aí que o filme, infelizmente, começa a desandar.

Temos então um festival de clichês por todos os lados. Jolie faz um papel interessante, assim como o menino que passou por um enorme trauma e que encontra ela durante a sua jornada de sobrevivência.

Acontece que as situações as quais o filme nos insere são totalmente manjadas. Lições de moral, piadinhas, músicas emocionantes de fundo, cenas de “ação” sem muito sentido e, finalmente, a “batalha” entre os malvados e os bonzinhos.

A cada minuto que passa, os acontecimentos vão piorando a imersão do expectador. Cada vez mais, o filme fica inverossímil, e isso simplesmente destrói todo o interesse que havia se criado nas cenas iniciais.

E mais: existe uma pergunta no filme que é introduzida desde o início. Aquilo que você fica na ânsia para saber o que é, sobre o quê, quem está envolvido e como.

A gente espera, claro, que isso seja solucionado e explicado no final. Ledo engano. Absolutamente nada é revelado. Tudo fica nas escuras. As situações absurdas e inverossímeis que vemos os personagens passar não nos traz qualquer recompensa.

Aí vem aquela sensação: bom, acho que perdi um tempo da minha vida assistindo isso.

Quase todo o roteiro é totalmente aleatório e nada é explicado. Parece apenas um bando de atores ótimos seguindo uma linha de ação com drama descerebrado.

Veja também:

Oxigênio: Finalmente a Netflix fez um Sci-Fi sensacional

A Mulher na Janela prova que nem sempre dá para confiar na crítica especializada

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Subscribe
Notify of
guest
0 Comentários
Inline Feedbacks
View all comments
Star Wars: Galactic Cruiser, o hotel-passeio da Disney 5 Jogos em Pixel Art para Acompanhar Confira a crítica do filme Inititation Melhores Filmes de Suspense tensos e com reviravoltas Novos Jogos de Construção de Cidades para Acompanhar