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A Nuvem | Crítica: Gafanhotos e terror psicológico em um filme diferente, e ótimo

Suspense e terror psicológico francês traz temática ecológica

A Nuvem | Crítica: Gafanhotos e terror psicológico em um filme diferente, e ótimo

A Nuvem é daqueles filmes de suspense que desencadeia em eventos de terror e que prende do começo ao fim, cheio de tensão e aquela sensação de medo. Um exemplar filme bem construído pelo diretor francês estreante Just Philippot.

O enredo acompanha uma mulher que passa por dificuldades e, depois de perder o marido e ter que cuidar dos dois filhos adolescentes, tenta uma maneira de ganhar dinheiro ao criar gafanhotos para produzir farinha.

Para nós ocidentais, o estranhamento já começa aí. Afinal, gafanhotos não se come normalmente por aqui, apesar de ser um alimento comum do cotidiano de lugares como a Tailândia e outros países asiáticos.

Algo que pode mudar em um futuro próximo, já que a escassez de alimentos e crescimento da população pode nos direcionar para novas dietas. E os gafanhotos, por exemplo, são fontes de proteína, vitaminas e minerais.

A partir desse mote “ecológico”, a trama se desenrola primeiramente como um drama, mas com contínua tensão. Acompanhamos o desenvolvimento dos personagens, a luta, e a maneira como tudo se desenrola.

Depois de passar aperto com uma criação limitada e por não conseguir dinheiro suficiente com seus produtos, a mulher descobre uma maneira bizarra de como esses gafanhotos se reproduzem muito mais rápido e resultam em muito mais lucro para ela.

Essa maneira é onde o filme desenvolve para um terror.

O sofrimento existencial e da mente que a a mulher passava com o luto e as dificuldades agora se torna um sofrimento real, sentido na pele. E aparentemente gera uma melhora financeira. Mas não sem deixar muitas consequências em sua volta.

O terror então se espalha não só pela nuvem de gafanhotos, mas também pelo desenvolvimento narrativo em torno de como e o quê é preciso sacrificar para que a uma mulher cuide de seus filhos.

Não espere um filme convencional hollywoodiano. Longe disso. A construção é lenta, e não há cenas explícitas de horror. Está mais para um terror psicológico, apesar de haver sim sangue, muito sangue.

É com uma primorosa direção e roteiro que o filme se destaca. E por ser diferente. As ótimas atuações acompanham uma narrativa não convencional – e mostram como as ações de humanos podem gerar consequências perigosas.

Vale a pena conferir. Está disponível na Netflix!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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