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A Mulher na Janela | Crítica: nem sempre dá para confiar na crítica especializada

Um tenso thriller com referências à Alfred Hitchcock

A Mulher na Janela prova que nem sempre dá para confiar na crítica especializada

A Mulher na Janela, filme lançado na Netflix inspirado no livro homônimo de A. J. Finn, é um daqueles casos em que a crítica especializada destrói o filme.

Todo mundo odiou, falou mal horrores. Mesmo assim, ele permaneceu como o filme mais assistido da plataforma nos primeiros dias de seu lançamento no Brasil.

Nós conferimos, e podemos dizer para você que, desta vez, a crítica realmente se engana ao falar tão mal desse filme.

Muito pelo contrário, o longa entrega justamente o que se propõe: um thriller intrigante, cheio de reviravoltas, mistérios e um ambiente soturno.

Tudo o que alguém que curte o gênero pode esperar em um filme.

Como um filme que desenvolve em estilo de peça de teatro, a narrativa acompanha um cenário estático: a casa de uma mulher que sofre de agorafobia – uma condição psicológica que impede uma pessoa de sair de casa.

O nome vem justamente do fato dessa mulher acompanhar a vizinhança pela janela, até que coisas estranhas começam acontecer a sua volta.

Fica a dúvida, porém, se os eventos realmente aconteceram ou se tudo é fruto da condição dela somada ao uso de remédios fortes e controlados.

Aos poucos, algumas respostas surgem, e outras dúvidas também aparecem.

O elenco de peso dá força à trama: Amy Adams, Juliane Moore, Gary Oldman, Jennifer Jason Leigh, Wyatt Russell, Brian Tyree Henry e o jovem Fred Hechinger.

Absolutamente todas as atuações do filme são brilhantes, e a sensação é a de que estamos vendo uma peça de teatro ao acompanhar as aflições e desenrolar da história que se forma como um quebra-cabeças sob o ponto de vista de uma narradora não confiável.

Temos aqui uma mistura do horror clássico de grandes mestres como Alfred Hitchcock, com uma ambientação obscura, tensa, que beira a psicopatia, e elementos de filmes de terror dos anos 80 e 90 – que resultam em uma conclusão nada previsível, mas com uma sequência de eventos que dão uma “chacoalhada” na trama.

Inclusive logo no início temos a dica de que se trata de um filme a lá Hitchcock com a tela de uma TV passando lentamente uma cena de filme antigo de horror, enquanto chega até a janela.

Além disso, toda a trama é desenvolvida com um excelente trabalho de câmeras e uma trilha sonora que acompanha muito bem toda a ambientação. Sem falar no trabalho primoroso dos atores.

O longa pode ter terminado de forma brusca para alguns, mas certamente entrega uma história muito bem amarrada e construída. Onde, é claro, nunca chegará aos pés de um livro (devido a capacidade detalhista de criarmos nossos próprios mundos mediante a apenas palavras), mas que consegue traduzir a ideia de forma bem clara e concisa.

A Mulher na Janela é um ótimo entretenimento para quem busca um filme de suspense cheio de tensão, mistério e reviravoltas.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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CanetaRealista
CanetaRealista
5 meses atrás

muito fraco.

Marco Aurelio Diotaiuti
Marco Aurelio Diotaiuti
5 meses atrás

Muito bom.

Isabella
Isabella
5 meses atrás

Péssimo filme! Difícil de assistir ! Com 30’ desliguei a tv e até desisti!

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