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A febre do reconhecimento facial

As aplicações, como funciona e controvérsias em torno da tecnologia

A febre do reconhecimento facial

O uso de sistemas de reconhecimento facial, que até pouco tempo era controverso e encontrava resistência em vários setores da sociedade, tem se disseminado e vem expandindo o seu alcance rapidamente. Novas aplicações surgem a cada dia e as pessoas estão se adaptando rapidamente à utilização delas no seu cotidiano.

Apesar das controvérsias, o uso deste tipo de tecnologia é algo inevitável. Neste artigo nós vamos te explicar como ela funciona, quais são os receios sobre ela e as aplicações que ela já tem e pode ter no futuro. Então, continue a leitura e descubra se você deve aderir ao seu uso!

Foto: Unsplash.com

Como funciona o reconhecimento facial

O reconhecimento facial funciona a partir da utilização de informações obtidas por câmeras, que são processadas por softwares de inteligência artificial e comparadas com referências em bancos de dados. O processo parece simples, mas é bastante impressionante pela velocidade e assertividade.

Existem muitas pessoas semelhantes por aí, mas ninguém é absolutamente igual. Os softwares conseguem criar um modelo matemático, a partir de medidas em pontos específicos da face, que pode ser comparado com uma referência, ou procurado em um banco de dados. Isso possibilita que alguém seja identificado rapidamente.

As suas aplicações

A conveniência é o principal atributo oferecido pelo reconhecimento facial aos usuários, como ao facilitar o login para jogar on-line em um cassino. A partir dele é possível identificar com bastante segurança a identidade de alguém, para permitir o acesso e uso de dispositivos eletrônicos, a entrada em locais restritos e até mesmo o monitoramento do deslocamento de indivíduos dentro de um determinado perímetro.

Com o aperfeiçoamento dos algoritmos, das câmeras e dos processadores, é possível que em um futuro próximo o reconhecimento facial vá além da identificação de pessoas, e consiga até mesmo identificar sentimentos e condições fisiológicas a partir da análise da imagem. Mas, será que isso é algo bom?

Receios e controvérsias

Embora hoje já existam sistemas de reconhecimento facial que possuem uma altíssima taxa de acerto, naqueles disponíveis para o grande público ela ainda é relativamente baixa.  Principalmente quando comparada à segurança oferecida por outros meios de identificação biométrica, como a leitura da íris e da digital.

Foto: Unsplash.com

Além disso, há uma grande preocupação por parte de entidades e cidadãos, que especulam que este tipo de tecnologia pode ser utilizado para vigilância e monitoramento de pessoas contra a sua vontade, o que nos colocaria em um cenário parecido com aquele retratado no célebre livro 1984, de George Orwell, em que somos vigiados constantemente e a privacidade foi extinta.

É preciso que haja uma vigilância constante por parte da sociedade sobre a exploração e uso do reconhecimento facial, para que ele seja mais benéfico para as pessoas do que para as grandes empresas e governos, e seja apenas utilizado com consentimento.

E você, já utiliza o reconhecimento facial em algum dispositivo no seu cotidiano? A esta altura, é bem provável que você faça isso e que já seja identificado algumas vezes por dia, ainda que sem perceber!

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

Categorias:
Tecnologia
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